sábado, 26 de julho de 2008

Todos os sábados.....

Todos os sábados

Quando o sol se põe

Os pássaros procuram seus abrigos

As pessoas vão às suas casas...

A noite chega... derradeira...

Olho para todos os lados

E vejo que não tenho ninguém...


Ninguém pra conversar

Ninguém para sorrir

Ninguém pra dividir

Ninguém para eu cozinhar

Ninguém pra passear

Ninguém para me acompanhar

Em uma lata de cerveja

Ou uma taça de vinho

Ninguém pra eu cuidar

Ninguém pra cuidar de mim


Mas continuo assim

Mergulhado na solidão

Pensando em alguma coisa

Lendo algum livro

Arrumando algo

Ouvindo a televisão...


Momentos de melancolia

Tristeza misturada com alegrias

Lembrando de um velho amor

Pensando em um novo amor

Sofrimento agudo delimitador

Separando o velho do novo

Separando o futuro do passado

Segregando felicidade e tristeza

Mas que sempre vivem lado a lado


Preciso de alguem

Pra ser minha companhia

O combustível para minha impulsão

Que tenha gostos parecidos

Que renha alguns mesmos objetivos

Que se doe

Que me de alegria

Que me de amor

Que me de atenção

Que tenha iniciativa

Que possa transformar tudo em paixão...


Preciso de alguem

Para eu poder amar

Para eu poder cuidar

Para eu poder alegrar

Para eu poder me doar

Para eu poder me apaixonar...

Para eu poder me sentir amado

Para me completar...


Estou tão sozinho neste sábado...

Mas não perdi a esperança

Que terão muitos outro por vir...

E não estarei sozinho

Estarei feliz...


RICARDO HEINZ KNAPPMANN 27/07/08

terça-feira, 22 de julho de 2008

DIA APÓS DIA....

De que me adianta meu Deus
Ter meus bens
Meu dinheiro
Meus amigos
Se me sinto tão sozinho?

A noite me assola
A solidão me destrói
O tédio me arrebenta
Só tenho uma musica como companheira
Enquanto o coração tanto dói...

Esta vida que vivo
Muitos caminhos tenho seguido
Mas ao certo não sei
Se aqueles que sigo
Me guiarão para onde quero chegar
A solidão é tão grande
Que das angustias que sinto
Somente meu coração dela quero guardar

É triste, mas é verdade
A vida nem sempre dá o que queremos
Nos iludimos com ela
Somos idealistas, sozinhos
Por muitas vezes narcisistas
Mas quando estamos assim
Do que podemos da vida esperar?

Uma incognita certeira
Esperando uma derrota derradeira
Que vem a nos abalroar
Mas sei, que quando caímos
Sempre um dia chega
No qual temos que nos levantar

Assim é a vida, meu Deus
Que temos que enfrentar
Um dia de tédio
Um dia de amargura
Um dia de solidão
Mas sempre seguindo a esperança
Que depois da tempestade vem a bonança
Que depois das negras nuvens
Vem o sol a brilhar

E assim vamos vivendo
Lutando e tremendo
Perseguindo a felicidade
Até um dia a encontrar...

RICARDO HEINZ KNAPPMANN 28/06/2008