domingo, 18 de novembro de 2007

Duas mulheres

Pobre da mulher que vê o fruto de seu ventre desprezado
Aquele que foi criado com tanto carinho e esmero
Aquele que foi poupado de incertezas por sacrifício
Aquele que foi amado e cuidado com a ternura que só as provedoras podem dar....

Pobre da mulher que vê seu filho, homem criado
Pronto para o mundo enfrentar
Cair na armadilha de alguém que também tem feminilidade
Que chora e faz chorar
Que se diz sensível a ponto de não perdoar
Que se usa do sentimento e da sedução
Como arma que a qualquer homem vem a derrubar...

Pobre da mulher que vê a árvore bem cuidada
Por ela muitas vezes regada
Dos conselhos e das madrugadas
Sem dormir a esperar
Por aquele que já lhe trouxe alegria
Misturada com agonia
Por causa do medo, suada e fria
Enquanto não o via chegar...

Tristeza e lágrimas são misturadas
Às do rebento engaiolado
Por um sentimento travado
Do qual não consegue se livrar...

De todos os seus cuidados
De toda a segurança passada
De toda a sorte desejada
Dos conselhos para evitar emboscadas
Só um que você esqueceu de dar...

Talvez o mais importante de todos
Àquele que pode fazer dos homens tolos
Um tropeço na estrada
Pensando que é por causa de uma querida
Que envenena a vida
Que deixa-o sem rumo tomar...

Você esqueceu de avisá-lo
Que por muitas vezes quem quer chegar a seu lado
Não vai conseguir amar
Não vai conseguir cuidar
Do jeito que você se esmerou...

Vai fazer de outro jeito
Que pode não o deixar satisfeito
Trazer lágrimas e sofrimento
Àquele que você tanto amou...

Misturadas a essas lágrimas
Você ficará magoada
Entristecerá o seu coração
Mas saberá que o rebento
Que você criou enfrentando o medo
Terá que a vida enfrentar
Resolvendo situação...

Terá que aprender sozinho
Sem seus conselhos e longe do seu carinho
Tropeçando nas pedras do caminho
Que levam ao ser feminino...

Será difícil aceitar
Que existe aquela que o encheu de carinho
Que o protegeu quando estava sozinho
Que o ensinou amar

E encontrará uma outra
Que não conseguirá entender
Porque falta cuidado, carinho e atenção
E por amor, o ensinará a sofrer...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

CAMINHOS

Você não pode ouvir
Você não pode escutar
Mas o que meu coração sente
Se ele quer muito lhe falar?

As coisas são obvias
Que com amor querem se expressar
Mas o que são mesmo importantes
As coisas que ele quer lhe passar?

Para você pode até não fazer sentido
Tantos conselhos que deixo escapar
Podem ajudar a sua vida
Caminhos que devemos trilhar

O acompanhamento é a lógica
Que sempre devemos pensar
Se algo fica faltando
Como podemos nos completar?

Os caminhos da vida tropeçaram
Se encontraram, se cruzaram
Para juntos sempre andar
Se um anda mais rápido que outro
Um dos dois vai ter que esperar

Esperando as coisas acontecem
Coisas que talvez não queremos
Mas o esforço esta guardado
Naquilo que será almejado
Para sempre juntos colhermos...

domingo, 20 de maio de 2007

Aceitando ciclos da vida

Muitas vezes nos deparamos com muitos problemas e medos... Medos esses que nos acompanham por um longo tempo, até percebermos mais cedo ou mais tarde que eram grandes bobagens, um peso inútil que carregamos por conta de conceitos incutidos em nossa cabeça quando éramos crianças, pelos pais, avós ou até pessoas mais próximas.
Dias atrás, estava eu com um colega em um barzinho, refrescando a cuca, tomando “uma gelada” e conversando, viajando mesmo. Entramos em um assunto que me fez recordar de coisas que já passaram muitas vezes por minha cabeça. Era algo assim como “medo de perder pessoas próximas” como pais e irmãos. Eu também tinha esse medo... Primeiro ouvi tudo aquilo que ele tinha a falar, e, logo comecei a contar que já tive os mesmos medos, mas hoje me tornei mais observador dos ciclos da vida e acabei mudando de idéia.
Para todos nós, lidar com os desafios da vida é extremamente desgastante. A correria do dia-a-dia, os problemas do trabalho, encrencas de família, situações cotidianas que acabam irritando, tudo isso colabora em todos os sentidos para encher e talvez até transbordar o nosso “recipiente de desgostos”.
Mesmo com todos esses desafios e problemas diários, o simples fato de lembrar que podemos perder algum ente querido nos faz parar e direcionar todos os pensamentos em prol do desejo que isso não aconteça, repugnando tal fato. - A morte é muito triste... Ela é dolorosa para quem fica... Ninguém quer enfrentá-la... “Deus me livre!”. Mas infelizmente é um fato real que vai acabar acontecendo e temos que nos preocupar com a idéia. Parece assustador, mas, a partir da adolescência, se começarmos a olhar ao redor, de repente descobrimos que cada vez mais pessoas morrem e o mais chato, a notícia chega até nós e isso acaba nos impressionando. Isso ocorre por dois motivos: o primeiro diz respeito à observação, pois começamos nessa idade a ser mais observadores de fatos que ocorrem a nosso redor; em segundo lugar, começamos a descobrir realmente como a vida funciona. Depois de tudo isso, se analisarmos bem, é uma coisa normal e não podemos fugir dela.
Começa geralmente pelas pessoas mais velhas e um dia vai chegar a nossa vez e devemos estar preparados para enfrentar a passagem dos outros, por mais dolorosa que seja, e também estarmos preparados para a nossa despedida, tanto espiritualmente, que é o mais importante, como emocionalmente.
A vida é feita de ciclos, e a morte faz parte dela, precisamos simplesmente entender, aceitar e estar muito bem preparados, assim como um soldado para uma guerra.
Depois de ouvir minha opinião a respeito disso, meu colega acabou concordando e mudamos de assunto, pois a cerveja gelada combina com outra conversa, muito mais alegre, talvez fútil, mas simplesmente uma desestressante conversa de bar...

DIAS INSANOS...VITÓRIAS SENSATAS...



E triste ver nos dias de hoje tantas pessoas desiludidas com a vida... Mas será o que se passa na cabeça desses indivíduos? Quando nós paramos para perguntar: Mas por que ele(a) está desse jeito se ele(a) tem tudo? A satisfação não está em tudo que se tem, mas sim em tudo que se conquistou pelo gosto de fazer... Não adianta nada ter conquistado uma bela casa de encher os olhos dos amigos, aquele carro cobiçado por todos, aquela empresa que vai de vento em popa, se falta ainda algo dentro do peito para preencher aquele vazio, naquela busca que parece ser insaciável.
O importante sim é conquistar aquilo tudo que se sonha da maneira não mais fácil, por que senão perderia a graça, mas da maneira com que a conquista que depende desse trabalho seja da forma mais honesta e salutar, fazendo o que realmente se gosta, o que realmente satisfaz, o que realmente dá prazer á alma. Nem se você ganhar bem menos por hora trabalhada, mas sendo feito com amor, esmero e orgulho só pode resultar em prazer. Não há dinheiro que pague essa satisfação de fazer o que realmente se gosta e o que faz bem para a alma, ou seja, um trabalho que por mais que seja duro, se torne uma mescla de necessidade e lazer...
Talvez essa busca incessante de algo mais, o que realmente falta na vida é o preenchimento do vazio, a felicidade, o entusiasmo e toda aquela energia que está simplesmente em atitudes a serem tomadas, ou ate mesmo em idéias que devam ser postas em prática.
Os “rodeios” que são as principais causas de tormento; aquele pensar, pensar e pensar sem ter atitude para erguer o pé e seguir em frente, tomar um rumo ou executar um plano por mais difícil que seja, nos causa uma grande insatisfação.
O que realmente causa a ansiedade e o baixo astral é ver tudo parado, sem nada acontecer. Mas é necessário haver uma reação, uma resposta que leve ao início de um projeto, simplesmente dando o seu primeiro passo rumo á realização. Então, depois que o projeto embala, readquirimos a motivação, e motivados, nos tornamos um motor de popa que leva a embarcação até seu destino, e esse destino o qual me refiro é o sucesso e o bem estar, aquele que só faz bem a alma do indivíduo, um objetivo alcançado.
Como tudo na vida, as grandes construções começam com o assentamento do primeiro tijolo. Se o construtor imaginasse todas as dificuldades e dores de cabeça que enfrentaria no decorrer da obra, jamais ele iniciaria... É por isso que para realizar os grandes projetos, temos que nos fixar somente nas conquistas, nas virtudes e no objetivo principal do projeto, e não se fixar nos problemas e dificuldades, e, quando elas aparecerem, encara-las simplesmente como barreiras facilmente transponiveis, resolvendo tudo com calma e perseverança, centrando simplesmente no objetivo principal, que é a vitória.
Isso na verdade todo mundo sabe, poucos percebem e pouquissimos se tocam... O que escrevi é quase que chover no molhado... ahahahahaha

QUANDO VOCÊ DIZ QUE ME AMA...

Quando ouço que me ama, eu me sinto bem. Simplesmente me sinto bem.
Mas o que será que está escondido atrás dessas palavras tão doces, tão gostosas de se ouvir; desse som melancólico que faz a gente flutuar....
É... Pode até ser cômico ou trágico, mas é a pura verdade. Atrás dessas palavras existe algo a mais, ou a menos... Existe um profundo desejo intrínseco, escondido nas entranhas do nosso anseio de felicidade e realização. Desejo esse, ou até melhor ainda, desejos que se misturam com a fonte da vida, a essência do viver, com o ar que se respira, com a visão de dias melhores, complemento do verdadeiro amor.
Quando escutamos isso, não percebemos as coisas que realmente faltam, pois essas palavras simplesmente às mascaram. Escondem por trás de um muro os anseios que são desejados, aqueles que gostariamos que saissem do mundo da fantasia e se realizassem.
Desferir essas palavras, como flechadas de um anjo conquistador, é muito cômodo, mas simplesmente palavras sem substância ou fundamento, as tornam vãs.
Não pense que dizendo “eu te amo”, simplesmente vai suprir toda a falta de carinho, de compreensão, de atenção, de cuidado, de cumplicidade, de interesse, de perdão, de divisão... Não vai suprir a falta de iniciativa, aquela da qual talvez não possa reclamar.
Não é desejo somente a iniciativa de dizer “eu te amo”, é preciso mais. É preciso muito mais para completar esse espaço vazio que atormenta a alma. Esse espaço vazio que apesar de parecer pequeno, se torna grande, pois faz uma enorme falta. Torna-se um buraco negro, um poço sem fundo... É como se existisse um pouco que quer dizer nada, e se tivesse mais, poderia ser tudo.
Mas apesar de tudo, quando se ouve um "eu te amo", nos sentimos bem, apesar de tudo...

CORAGEM



Coragem. Mas coragem de que, ou melhor, para que?? Esta coragem que falo é essencial e ao mesmo tempo supérflua.
Quantas e quantas vezes não achamos sentido para nossas vidas, não é mesmo?? Mas por quê? Porque nos falta um objetivo maior, aquele objetivo que nos faz viver por aquilo, que nos dá motivação para ir atrás e conquistá-lo. Ver um objetivo alcançado é motivo de muito orgulho, é saber que depois de muito sacrifício, noites sem dormir, planejamento e estratégias, enfim chegou á conquista um sonho realizado.
Muitas vezes nos encontramos frustrados com a vida, e, geralmente por dois simples motivos: não conseguir êxito nos objetivos sonhados ou não conseguir traçar um objetivo.
Na verdade existem várias coisas nessa vida que ainda podem ser feitas, em beneficio próprio ou para um bem comum. O que falta é encontrar o que mais agrada e se enquadra melhor na sua personalidade dentro de seus desejos.
Agora chegamos ao ponto crucial. Por que esses dois motivos nos martirizam tanto? O que precisamos ter para enfrentá-los? Eis a resposta, ou melhor, três respostas, ou seja, três tipos de coragem.
É isso mesmo, coragem para mudar os rumos da vida de qualquer forma.
Coragem para ir a diante com os planos não importando o número de tropeços no caminho; coragem para recomeçar de outra forma quando tudo está perdido e enfim coragem para chutar tudo, mas tudo mesmo e dar um giro de 180º e partir pura e simplesmente para o encontro da felicidade, com liberdade total, em seu sentindo mais amplo, buscando e trazendo para perto de si um sonho de vida simples, longe de preocupações e contratempos, muito distante daquilo que a sociedade nos impõe e por muitas vezes dita regras que impedem por completo o traçado mais curto do caminho da felicidade, por muitas vezes barrando inteiramente esse encontro.
Mas é preciso lembrar sim que essa liberdade da qual me refiro ande junto com a ética. Não essa ética ditada pela sociedade e jurisprudência encontradas nos livros que dizem respeito ás leis, mas sim a ética que cada um leva dentro de si, como uma memória genética que cada ser humano leva junto consigo, ou seja, aquelas regras que se assemelham com os mandamentos de DEUS. Por isso é preciso saber o sentido mais amplo da palavra “liberdade”, e que esta ande sempre com a “ética” da qual me referi, para que esta “liberdade” não seja interpretada mal e seja confundida com “libertinagem”.
A sociedade nos impõe maneiras e muitas vezes objetivos dos quais não nos fazem felizes. A sociedade é ingrata, fofoqueira, extremamente consumista, falsa, hipócrita, melancólica, nojenta, tediosa e intenciosa, entre outros adjetivos mais...
Essa mesma sociedade que nos impõe tantas coisas é um dos principais estorvos para traçar objetivos pessoais e assim alcançar a felicidade.
O mais difícil é realmente chegar á ela. Muitas vezes nem a enxergamos e passamos raspando por ela, sendo dificultoso identifica-la.
Mas afinal de contas... o que é mesmo a felicidade?